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Nim

A matemática do NIM

Há diversas variantes de jogos NIM. Descrevemos a variante clássica e damos um exemplo adaptado do livro de J. N. Silva e J. P. Neto, Jogos Matemáticos - Jogos Abstractos . Joga-se com pilhas de peças. Cada jogador, em cada jogada, escolhe uma pilha e retira dela o número de peças que desejar. Ganha o jogador que retirar a última peça. Com uma única pilha, o primeiro jogador retira todas as peças e ganha numa só jogada, pelo que o jogo é trivial. Com duas pilhas há uma estratégia óptima, que é retirar de uma delas o número de peças necessário para igualar as pilhas e, a partir daí, copiar a jogada do adversário, de forma a deixar sempre iguais as duas pilhas. A certa altura, o adversário terá de terminar completamente uma pilha. Nessa altura, esvazia-se a outra e ganha-se. Com três ou mais pilhas, a estratégia vencedora é mais difícil e pode ser formalizada introduzindo a soma NIM, operada sobre a representação dos números em expansão binária (a linguagem de zeros e uns dos computadores). A soma NIM adiciona um a um os dígitos, mas não procede ao «e vai um...». O clássico Teorema de Bouton assegura que se obtém uma posição vencedora quando se consegue que a soma NIM do número de peças das pilhas seja zero.

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Torre de Hanoi

Descrição

A Torre de Hanói, jogo criado por os matemáticos franceses E. Lucas e De Parville em 1894, consiste num conjunto de três pinos fixos numa base comum. Num dos pinos, 7 peças furadas estão enfiadas em ordem decrescente de tamanho, de baixo para cima. O desafio consiste em transportar uma a uma essas sete peças para um dos outros pinos num menor número possível de movimentos. Não é permitido, em nenhuma etapa, que uma peça fique pousada sobre outra de menor tamanho.

Na criação, foi apresentado como se fosse trazido de um mosteiro vietnamita, onde os monges passassem o tempo todo movendo 40 discos gigantes de bronze. A lenda afirmava que o último movimento seria o sinal do fim do mundo (depois de ler essa ficha, você pode calcular quando este fim do mundo está programado !)...

Nível

Trata-se de um jogo que pode ser trabalhado em variados niveis.

É importante que os mais jovens jogadores começem com poucas peças (por exemplo, as 3 menores peças). A complexidade dos movimentos cresce rapidamente com o número de peças. Com as sete peças, é dificil de controlar a estratégia, e o sucesso só parece um efeito do acaso.

Preparação do jogo

Enfiar os três pinos no suporte de madeira, e pousar o número desejado de peças no primeiro pino. O jogo é normalmente solitário, mas melhor ainda jogado em equipes de 2, alternando os papeis : o primeiro jogador movimenta as peças, enquanto o segundo fiscaliza a boa aplicação das regras e verifica a contagem dos movimentos.

Estratégia

Para ajudar a construção de uma estratégia pode começar-se com um número reduzido de peças (3 ou 4). Juntando um novo disco aparece um princípio de recorrência que livra a estratégia:

Se sei fazer a manipulação com 3 discos, por exemplo, e vi que precisava pelo menos de 7 movimentos, para passar quatro peças do pino 1 até o pino 3, tem que:

• passar as três menores no pino 2 (7 movimentos),
• passar a maior no pino 3 (1 movimento),
• passar de novo as três menores do pino 2 até o pino 3 (7 movimentos).

Vai precisar finalmente de 15 movimentos.

De maneira geral, à cada nova etapa, você pode repetir a decomposição acima, isolando a maior peça: tem que dobrar o número de movimentos e adicionar um.

E quem sabe fazer esse raciocínio, na prática ou de maneira explícita vai saber resolver o problema para qualquer número de discos (só precisará de paciência ...).

Experimentando pouco a pouco, ou usando a lei acima achada, observamos os números mínimos de movimentos:

1 peça 1 movimento

2 peças 3 movimentos

3 peças 7 movimentos

4 peças 15 movimentos

5 peças 31 movimentos ...

Observando também que, cada vez é quase o dobro de movimentos, podemos buscar a relação com as potências successivas de dois: 2, 4, 8, 16, 32 ... E constar no final que o número de movimentos para mover n peças é sempre 2 n – 1, o que pode se demostrar quando você conhece o princípio de recorrência, pois 2 x (2 n   – 1) + 1 = 2 n+1 – 1.

Complementos

Para os que gostam da programação, o jogo de Hanói é um exemplo tradicional e muito fácil de programar do que as pessoas que trabalham com informática chamam de recursividade, o que significa um programa que se chama ele mesmo:

Hanói (n) do pino 1 até pino 3,

se n=1, movimentar uma peça do pino 1 até pino 3

sair

senão fazer Hanói (n– 1) do pino 1 até o pino 2,

movimentar uma peça do pino 1 até pino 3,

fazer Hanói (n–1) do pino 1 até pino 3.

[jogar]


Duplicação

O melhor material para as peças é compensado ou madeira, mas podem também se cortar em cartolina espessa. Cortar peças quadradas de lado 2 cm , 3 cm , 4 cm , 5 cm , 6 cm , 7 cm e 8 cm . Não é indispensável furar as peças e providenciar pinos: o tabueiro pode ser simplesmente um retângulo de cartolina de tamanho 11 x 30, onde três quadrados de papel colorido de lado 9 cm , igualmente espaçados, materializam as três áreas onde tem que empilhar as peças.

 

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